
Diablo revolucionou os RPGs de computador, tanto por sua engine inovadora como por seu enredo e gráficos sombrios, numa época em que RPG era sinônimo do colorido Dungeons & Dragons (embora já houvesse Vampiro: A Máscara, por exemplo) Apesar disso, ser inovador nem é tanto um dos aspectos que fez dele um jogo espetacular... Seus gráficos macios e suaves encantavam os olhos dos gamers, acostumados aos gráficos quase “Super Nintendo” dos jogos da época. Seu sistema multiplayer era tão prático e rápido que não era difícil ultrapassar a casa dos milhões de jogadores online...
Mas nesse mundo nada se cria, nada se transforma... Tudo se copia. Vivo dizendo que “Diablo é a matéria-prima dos RPGs para computador, todos são feitos dele, baseados nele”. E, de fato, choveram jogos absurdamente similares a Diablo. Melhores até... O que não perdoa a incompetência do plágio. E quando Diablo 2 chegou (em 2000, desenvolvido pela Blizzard), precisou ser muito bom pra vencer a concorrência, e segurar firme no nome de seu predecessor...
Esse último aspecto é, inclusive, o mais importante. O nome Diablo é sinônimo de sucesso. Seria preciso uma falha tremenda (como fazer o jogo em 1ª pessoa, mudar completamente o sistema multiplayer, etc.) para que sua continuação falhasse. E bastava mexer uns dedinhos para que ela fizesse um sucesso imensurável... E fez...
Diablo 2 já ganhou inúmeros prêmios significativos (e merecidos), incluindo o de Jogo do Ano pela Academy of Interactive Arts and Sciences (Academia de Artes e Ciências Interativas) em 2001, derrotando os fortíssimos concorrentes da época, entre eles o Age of Empires 2: The Conquerors... Contudo, em ambos os jogos, ainda há jogadores apaixonados como se os tivessem conhecido ontem (característica herdada dos imbatíveis Diablo e Age of Empires) e ainda são dois dos jogos mais populares da atualidade mesmo depois de tanto tempo... Só um jogo de verdade chega a tanto...
Diablo 2 não teve o mesmo impacto do Diablo 1, mas tornou-se uma febre comparável, e talvez até superior. Também foi muito imitado, e desta vez por um mercado perigoso de jogos: os MMORPGs (Massive Multiplayer Online Role-Playing Games, como Ragnarök e MU), que superam perturbadoramente um dos fortes do jogo – seu sistema multiplayer.
Ainda assim, Diablo 2 se manteve vivo... Talvez mais forte do que nunca... Exatamente como o próprio personagem Diablo no jogo, que teve forças para voltar devido a uma burrice do herói que o “matou”... Diablo 2 também sobreviveu por causa das falhas de seus concorrentes. Que parecem ter esquecido de um pequeno detalhe... Ragnaröks e MUs vêm e vão, mas um Diablo sempre será um Diablo...
No jogo, Diablo retorna e retoma seus planos de dominar o mundo mortal. Desta vez, ele sabe – e o principal... aceita - que há heróis capazes de derrotá-lo, e então planeja libertar seus dois irmãos, Baal e Mefisto, pois só assim as forças do inferno serão invencíveis.
Esse é Diablo 2, um jogo com um enredo mais rico que o seu predecessor (embora um pouco menos sombrio, eu diria), gráficos também melhores, mas menos prestigiado do que deveria, devido à alta concorrência em jogos no estilo... criado por ele mesmo!
Para começar a mergulhar no universo de Diablo 2, acesse a seção Básico.

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D2 -
Lod
