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28
out

Tradução: Octobre

   Postado por Cassol    em Francis Cabrel, Música, Traduções

Mais uma tradução, desta vez sobre a bela Octobre, também de Cabrel. Já que este mês é outono na Europa, fica a homenagem à beleza do outono francês. Novamente, agradecimentos ao professor e tradutor Michel Abes pela brilhante ajuda, sem a qual minhas traduções de francês para português seriam terríveis :D

Octobre

Outubro

Le vent fera craquer les branches
La brume viendra dans sa robe blanche
Y aura des feuilles partout
Couchées sur les cailloux
Octobre tiendra sa revanche

O vento fará estalar os galhos
A bruma virá em seu vestido branco
Haverá folhas por tudo
Deitadas sobre as pedras
Outubro terá sua desforra

Le soleil sortira à peine
Nos corps se cacheront sous des bouts de laine
Perdue dans tes foulards
Tu croiseras le soir
Octobre endormi aux fontaines

O sol mal sairá
Nossos corpos se esconderão sob pedaços de lã
Perdida em teus lenços
Tu cruzarás a tarde
Outubro adormecido nas fontes

Il y aura certainement
Sur les tables en fer blanc
Quelques vases vides et qui traînent
Et des nuages pris aux antennes
Je t’offrirai des fleurs
Et des nappes en couleurs
Pour ne pas qu’Octobre nous prenne

Haverá certamente
Sobre as mesas de ferro branco
Alguns vasos vazios abandonados
E nuvens presas às antenas
Te oferecerei flores
E toalhas coloridas
Para que Outubro não nos atinja

On ira tout en haut des collines
Regarder tout ce qu’Octobre illumine
Mes mains sur tes cheveux
Des écharpes pour deux
Devant le monde qui s’incline

Iremos ao topo das colinas
Ver tudo o que Outubro ilumina
Minhas mãos em teus cabelos
Echarpes para dois
Diante do mundo que se inclina

Certainement appuyés sur des bancs
Il y aura quelques hommes qui se souviennent
Et des nuages pris aux antennes
Je t’offrirai des fleurs
Et des nappes en couleurs
Pour ne pas qu’Octobre nous prenne

Certamente apoiados em bancos
Haverá alguns homens que se lembram
E nuvens presas às antenas
Te oferecerei flores
E toalhas coloridas
Para que Outubro não nos atinja

Et sans doute on verra apparaître
Quelques dessins sur la buée des fenêtres
Vous, vous jouerez dehors
Comme les enfants du nord
Octobre restera peut-être

E sem dúvida veremos aparecer
Alguns desenhos no embaço das janelas
Vocês brincarão lá fora
Como as crianças do norte
Outubro talvez permaneça

Vous, vous jouerez dehors
Comme les enfants du nord
Octobre restera peut-être

Vocês brincarão lá fora
Como as crianças do norte
Outubro talvez permaneça

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28
out

Tradução: Les Chevaliers Cathares

   Postado por Cassol    em Francis Cabrel, Música, Traduções

Esta é uma bela canção do autor Francis Cabrel sobre o triste fim dos cátaros, massacrados pela Igreja no século XIII. Juntamente com ela está a sua tradução, feita por mim e revisada em conjunto com o Prof. Michel Abes. Mes remerciements au prof!

Les Chevaliers Cathares

Os Cavaleiros Cátaros

Les chevaliers Cathares
Pleurent doucement
Au bord de l’autoroute
Quand le soir descend
Comme une dernière insulte
Comme un dernier tourment
Au milieu du tumulte
En robe de ciment

Os cavaleiros cátaros
Choram docemente
Na beira da auto-estrada
Quando a noite cai
Como um último insulto
Como um último tormento
Em meio ao tumulto
Vestidos de concreto

La fumée des voitures
Les cailloux des enfants
Les yeux sur les champs de torture
Et les poubelles devant
C’est quelqu’un du dessus de la Loire
Qui a du dessiner les plans
Il a oublié sur la robe
Les tâches de sang

A fumaça dos carros
As pedras das crianças
Os olhos nos campos de tortura
E as lixeiras na frente
É alguém além do rio Loire
Que teve de desenhar os planos
Esqueceu sobre o vestido
As manchas de sangue

On les a sculptés dans la pierre
Qui leur a cassé le corps
Le visage dans la poussière
De leur ancien trésor
Sur le grand panneau de lumière
Racontez aussi leurs morts
Les chevaliers Cathares
Y pensent encore

Esculpimo-nos na pedra
Que lhes quebrou o corpo
O semblante na poeira
De seu antigo tesouro
Sobre o grande painel de luz
Conte também seus mortos
Os cavaleiros cátaros
Ainda se lembram

N’en déplaise à ceux qui décident
Du passé et du présent
Ils n’ont que sept siècles d’histoire
Ils sont toujours vivants
J’entends toujours le bruit des armes
Et je vois encore souvent
Des flammes qui lèchent des murs
Et des charniers géants

Azar daqueles que decidem
O passado e o presente
Apenas sete séculos de história
E ainda vivem
Escuto sempre o barulho das armas
E ainda vejo com freqüência
Chamas que lambem muros
E carnificinas gigantes

Les chevaliers Cathares
Pleurent doucement
Au bord de l’autoroute
Quand le soir descend
Comme une dernière insulte
Comme un dernier tourment
Au milieu du tumulte
En robe de ciment

Os cavaleiros cátaros
Choram docemente
Na beira da auto-estrada
Quando a noite cai
Como um último insulto
Como um último tormento
Em meio ao tumulto
Vestidos de cimento

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